A HISTÓRIA DO MÍDIAMOR

Escrito por: Paula Roosch

Já me sugeriram escrever um livro sobre como surgiu o Mídiamor e qual o motivo do nome da página… mas vou começar com um Post mesmo! 🙂


Era uma manhã agradável e eu estava feliz. Ia encontrar minha amiga querida que eu não via há tempos. Fiquei lembrando que simpatizei com a Helô desde que nos conhecemos na aula de Comunicação do MBA de Engenharia da Qualidade. Ela, oceanógrafa, e eu, bióloga – éramos achados naquele mar de engenheiros. Anos se passaram e descobrimos que tínhamos muito mais em comum do que nossa paixão pelo mar. Sabe quando você conhece alguém que sua alma se identifica? Pois é, a Helô se tornou minha mana. E naquele café, o que era para ser mais um bate-papo de atualização da vida, virou um encontro de propósitos e o começo de algo que iria impactar… bom, milhares de pessoas.


Essa é a história na versão da Paula, falando diretamente do mundo da lua, onde tuuuudo pode acontecer…

O ano era 2017 (sempre quis contar uma história com esse toque dramático). A Helô tinha acabado de ser mandada embora de uma empresa que estava cortando gastos. Ela tinha um currículo admirável e eu tinha certeza de que logo ela encontraria uma oportunidade ainda melhor. Só que ela não tinha a mesma certeza: vendo os noticiários, ficava difícil manter a esperança de que as coisas poderiam se ajustar (isso porque a gente nem imaginava como seriam as notícias de 2020!).

Refletimos sobre o impacto das notícias ruins na nossa perspectiva otimista x pessimista sobre a vida e comentamos sobre taaaantas coisas boas que víamos ao nosso redor e que não são noticiadas: amigos incríveis com projetos altruístas, gentilezas do dia a dia que acontecem a todo momento, pessoas que se dedicam a fazer do mundo um lugar melhor…

Nessa conversa, chegamos a possíveis soluções para uma causa que nos incomodava. Você já chegou a ter um momento assim na sua vida? Ficou profundamente incomodad@ com algum problema, encontrou possíveis soluções e teve que decidir se fazia algo para mudar aquilo ou se escolhia ignorar o que te incomodava? Bom, esse foi o nosso momento. E decidimos arregaçar as mangas e fazer algo.

O café onde tudo começou… Helô e eu 🙂

Amiga, antes de começarmos qualquer projeto, posso te fazer uma pergunta?“, eu falei, no meio daquele bate-papo animador sobre o nascimento de algo que parecia fazer tanto sentido. “Você tem noção de qual é o seu propósito de vida?“. A Helô respirou fundo, sorriu e me falou: “Bom, eu quero encontrar uma forma de inspirar as pessoas, de ajudá-las.” Eu sorri de volta e entendi que nossos propósitos estavam conectados. Sempre aprendi que temos que construir nossos sonhos em base sólida, como na rocha, ao invés da areia, onde eles podem desmoronar. Para mim, o propósito direciona a intenção do seu coração – e essa é uma rocha bem sólida!


E por que o nome, “Mídiamor”?

Naquele café, começamos a configurar o projeto. Começaríamos contando boas histórias através das redes sociais Instagram e Facebook, as mais populares naquele ano. Perguntaríamos para familiares e amigos exemplos de gentilezas que eles se lembravam terem recebido ou realizado, para inspirar outras pessoas a terem um olhar mais otimista em relação à vida – e mais, para inspirá-las a também praticarem esses gestos de gentileza a outras pessoas.

Faltava um detalhe importante: o nome da página. Como chamar aquele projeto de um jeito original, simples e memorável? Eu queria um nome que pudesse virar uma referência para gestos de bondade. Empolgadas, nós fizemos uma listinha de várias possibilidades que nossa cabeça nos permitiu: “Luz na Mídia”, “Comunicamor”, e outras combinações que não faziam aquele “click” interno, sabe? E foi em um bate papo com meu amigo, Thiago Badari, que surgiu o nome Mídiamor. De verdade? Era tão certo que parecia que estava só esperando ser encontrado.


O começo de tudo

A partir dali, eu me tornei a louca das histórias. Perguntava para as pessoas que conhecia sobre gestos de gentileza e bondade que ficaram gravados em suas memórias e tentava contar essas histórias da melhor forma possível. No começo, elas demovaram para lembrar de exemplos bons, mas muitas depois desenvolviam um olhar mais atento às coisas boas que aconteciam ao seu redor e entravam em contato comigo.

Eu amava ter assuntos bons nos tópicos das conversas e também amava registrar esse relato em palavras que traduziam os sentimentos que aquela situação despertou no narrador. O curioso é que, desde criança, sempre quis ser escritora… de alguma forma, eu enfim estava fazendo isso.

Olhei essa foto e só consegui lembrar que esses cremes de frutas estavam
ma-ra-vi-lho-sos! 😀

Entre os posts de histórias, eu e a Helô também gostávamos de escrever posts de reflexão sobre autoconhecimento, espiritualidade e propósito. Eu convidei alguns amigos talentosíssimos que escreviam textos lindos para que eles, eventualmente, colaborassem com a página: a Giulia Alencar, a Luana Crispim, a Maria Eduarda Machiaverni, o Giovanni Perlati, o Carlos Eduardo, o Júlio Monteiro…. era uma fase legal, em que compartilhávamos nossa visão de vida e aprendíamos juntos.

Reunião de amigos que colaboravam no Mídiamor.

Alguns meses depois que o projeto existia e que tínhamos alguns seguidores – os famosos 3Fs = friends (amigos), family (família) e fools (tolos rs) – a Helô quis seguir sua vida com um propósito diferente. Ela já tinha se recolocado profissionalmente e queria começar um novo projeto pessoal. O dia em que tivemos essa conversa, estávamos fazendo um curso juntas. Eu já imaginava o que ela tinha para me falar e, com tristeza, entendi que ela precisava seguir seu caminho profissional por outra direção. Só que aí, eu precisava tocar o projeto individualmente… e era uma fase que eu precisava de uma forcinha extra.


A crise dos 30

Quando você era criança, fazia brincadeiras de com qual idade você se casaria, teria filhos, trabalharia..? Bom, eu fazia sempre com minhas amigas. Só que, quando você tem pouca idade, seu parâmetro é bastante distorcido: eu achava que seria bem sucedida no auge dos meus 25 anos, com um ótimo trabalho e com minha própria família de comercial de margarina. Com 30 anos, então, eu seria senhora das minhas escolhas! Aí vem a vida e mostra que… bem, não é bem assim.

Uma experiência em particular, que eu ainda não contei aqui, foi determinante para me motivar a criar o Mídiamor. Foi isso que me fez entender que eu precisava provocar algum impacto positivo no mundo e deixar minha marquinha de luz por aqui. Vou voltar alguns meses no tempo, para a história fazer mais sentido.

No final de 2016, um semestre anterior à criação do Mídiamor, fui ao Quênia fazer trabalho voluntário em um jardim de infância localizado na comunidade Kabiria. Conheci esse projeto incrível, o Hai África, através de um post de uma amiga distante, a Giulia (a mesma que mais tarde passou a colaborar com textos no Mídiamor).

Experiência no Hai África, em novembro de 2016

Depois dessa viagem, tudo o que eu fazia no meu emprego parecia… vazio. Eu não sentia que provocava impacto suficiente. Eu me tornei bióloga para ajudar de alguma forma o Meio Ambiente, mas a burocracia e todos os percalços que existem na prática foram um belo balde de água fria nos sonhos que tinha desde criança.

Estava com 30 anos, trabalhava como Auditora em uma multinacional, mas não me sentia feliz. Ainda carregava traumas de relacionamentos amorosos e me sentia estagnada na profissão. Após criar o Mídiamor, eu comecei a sentir um senso maior de propósito… mas isso me tomava todo meu tempo livre. Então não demorou muito tempo para eu entrar em uma crise que afetou até a minha saúde: desenvolvi hipetiroidismo e uma gastrite que fazia questão de me lembrar que eu tinha um estômago reclamão!

Por ser uma pessoa que tem as emoções à flor da pele, quando sofro, sofro mesmo – de fazer inveja aos compositores de sofrência! Sabendo dessa minha característica, decidi procurar ajuda. Desabafava com amigos, comecei um coaching de carreira e buscava alternativas para reencontrar meu propósito. Sabe a sensação de estar presa em uma areia movediça? Era assim que me sentia na vida. Precisava dar um jeito de sair do lamaçal que minha mente estava aprisionada. Como inspiraria outras pessoas se me faltava energia para cuidar de mim mesma?


Você já tem um trampolim – só precisa ter coragem de pular!

Mesmo em meio a essa crise pessoal, o que me trazia paz era sentir que eu provocava algum impacto na vida das outras pessoas, através das histórias que contava no Mídiamor. Recebia relatos diários e mensagens de pessoas que enfrentavam crises de ansiedade e até a depressão e que encontravam novos motivos para se levantarem da cama após lerem os exemplos de gentileza e de amor ao próximo na página.

Naquele momento, em 2018, eu era a única responsável por conduzir o Mídiamor. Não me sentia sozinha, porque organicamente o crescimento da página começou a ser exponencial. Em alguns meses, já éramos uma rede virtual composta por 10.000 pessoas! Fiz um site, mudei a estratégia, desenvolvi a primeira linha de produtos com minha talentosa amiga, Paula Sato… e comecei a assimilar minha vocação de empreendedora social.

A frase motivacional ” Você já tem um trampolim – só precisa ter coragem de pular!“, dita pelo meu coach, me motivou a ter um novo objetivo. Eu entendi que a biologia era a minha profissão e não a minha identidade. Tudo que aprendi até aquele momento, inclusive a experiência que tive em Gestão de Empresas e o estudo em muitos cursos de Comunicação, que era um assunto que eu amava me especializar, me ajudaram na minha transição de carreira. Eu era bióloga e agora era também comunicadora e empreendedora! Tracei um objetivo de sair da multinacional onde trabalhava, ingressei em uma aceleradora de projetos sociais e defini o propósito do Mídiamor.


Quando você se mostra disponível, coisas incríveis (e mágicas!) acontecem.

Essa frase aí em cima é minha mesmo. Quando realmente acreditei na minha missão através do Mídiamor, que era o meu trampolim para provocar o impacto no mundo que eu tanto desejava, as pessoas certas e as oportunidades mais incríveis surgiram para que ela se concretizasse. Claro, também foi – e ainda é – preciso ter muita determinação, força de vontade e dedicação de horas e horas de trabalho. Mas sempre consegui encontrar minha força e meu apoio nas conexões incríveis que construi na minha vida!

Queridas ajudantes de perrengues, da esquerda para direita:
Natália Lippo, Patrícia Roosch, eu, Heloísa Medeiros e Vivian Matos.

Na estruturação do propósito do Mídiamor, entendi que o combustível que impulsiona os gestos de gentileza e de bondade, praticados até a desconhecidos, que conto no Mídiamor, é a EMPATIA. Essa é a motivação por trás da atenção, dedicação, tempo, recursos, ideias e soluções que as pessoas doam para amenizar a dor dos outros.

Todos nós temos a capacidade de sentir o que as outras pessoas sentem e de imaginar a sua experiência, como um ser único vivendo algo único. Apesar de termos essa capacidade inata, ficamos tão imersos nos nossos próprios pensamentos egoístas, que deixamos de estar atentos às necessidades dos outros. E é aí que perdermos oportunidades preciosas de criarmos conexões reais e profundas entre nós.

Foi então que entendi que, para motivar atos de altruísmo e compaixão, eu precisava criar ferramentas para as pessoas sentirem e praticarem a empatia em suas rotinas e assim construírem relacionamentos melhores e mais profundos. Já não era suficiente apenas criar inspirações otimistas. Eu teria que ir além disso.


A Escola Mídiamor: um sonho que se transformou em realidade!

Na minha trajetória, aprendi a nunca menosprezar o poder das conexões e um poder de um bom café! Em 2019, o ano da minha mudança de carreira, marquei um café com a Giulia. Lembra dela? A mesma pessoa que me indicou o Hai África e que colaborou com textos no início do Mídiamor, estava aqui no Brasil, depois de morar anos em Miami. Nesse café, que também era para ser apenas uma conversa despretensiosa, começamos a falar sobre nossos sonhos, propósito e planos… e olha só: a Giulia é comunicadora, uma designer fantástica e um ser humano cheio de luz. Ela era a peça que faltava no Mídiamor!

Mais um café produtivo! 😀

Convidei a Giulia para um Workshop de Ferramentas de Empatia que eu ministraria no Google for Startup. Ela aceitou o convite e, durante o curso, seus olhos brilharam. Ela também sentia que mais e mais pessoas precisavam conhecer aquelas ferramentas para transformarem seus relacionamentos, suas conexões e encontrarem mais felicidade e propósito na vida!

Quem acha a Giulia com os olhinhos brilhando? Eu AMO essa foto.

Começamos a desenvolver alguns projetos juntas e, de uma hora para outra, a Giulia já era minha sócia nessa empreitada. Assim como tantas outras coisas nessa história, fazia tanto sentido que era pra ser. Começamos a desenhar ferramentas juntas – e o trabalho nunca pareceu menos trabalho como naquele momento!

Nesse ano, durante a pandemia, entendemos ainda mais a importância de auxiliar as pessoas a terem acesso a conhecimentos de autoconhecimento, inteligência emocional e relacionamentos. Com o amadurecimento desses projetos, nasceu em abril de 2020 a Escola Mídiamor, nossa plataforma de ferramentas e práticas para as pessoas se tornarem verdadeiros agentes de transformação no mundo.

Clique na imagem para acessar a Escola no Instagram 🙂

O conceito do Mídiamor e de todas as ferramentas e conteúdos gerados na nossa rede têm esse propósito de estimular as pessoas a criarem uma verdadeira revolução do amor nos lugares onde convivem. Hoje, o nosso desejo é que o Mídiamor seja um portal para o lado mais bonito da humanidade, impulsionando as pessoas a terem conexões mais empáticas e cheias de amor. MInha frase é que VIVER é sobre conVIVER. Isso dá sentido à vida, nos completa.

Mais detalhes da história ficarão para o livro… mas comenta aí desde quando você acompanha o Mídiamor para eu saber? 🙂

Este post tem 2 comentários

  1. KELLY

    Já seguia o midiamor e ontem caí de paraquedas na live amei a conexão de vcs duas e acabei de ler tudo que vc escreveu é isso seguidora fiel a partir de hoje tenho muito a aprender com vcs estou com 42 prestes a completar 43 nos próximos dias e a única coisa que sei é que preciso ajusar pessoas não sei como estou em busca do meu propósito de vida estou há 18 meses desempregada, nesse prazo fiz minha segunda graduação em pedagogia e estou na minha segunda pós, acho que a educação é o caminho, mas não sei por onde começar…amei conhecer vcs, gratidão 💋

    1. paula

      Que feliz que descobriu a gente! Tenho certeza de que logo os seus propósitos vão começar a se clarear… como escrevi aqui, quando você se mostra disponível, coisas incríveis e mágicas acontecem! Um grande beijo e continue nos acompanhando, Kelly <3

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